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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Albert Camus e o anarquismo existencialista

Albert Camus é frequentemente citado como um defensor do existencialismo (a filosofia com que ele foi associado durante a sua vida), mas o próprio Camus recusou esta particular denominação.[27]
(em tradução) Camus é conhecido também como um fervoroso crítico do marxismo e de regimes marxistas alinhando-se com o anarquismo[6] sendo também um crítico da sociedade capitalista e do fascismo.[6] A influência de Nietzsche em Camus é bem conhecida e as such the essay The Rebelpresents an anarchist view on politics[6] influenciado tanto por Nietzsche quanto por Max Stirner who are treated in that book. "Como Nietzsche, ele mantem uma especial admiração pelos valores heroicos gregos e pessimismo por virtudes clássicas como coragem e honra. What might be termed Romantic values also merit particular esteem within his philosophy: passion, absorption in being, sensory experience, the glory of the moment, the beauty of the world."[28] "The general secretary of the Fédération AnarchisteGeorges Fontenis, also reviewed Camus's book (The Rebel) in Le Libertaire. To the title question 'Is the revolt of Camus the same as ours?', Fontenis replied that it was."

Anarquismo individualista da América Latina

A anarquista e historiadora Angel Cappelletti relata que na Argentina, "...entre os trabalhadores que vieram da Europa nas duas primeiras décadas do século XX, houve curiosamente alguns individualistas stirnerianos influenciados pela filosofia de Nietzsche, que viam o sindicalismo como um inimigo em potencial da ideologia anarquista. Eles estabeleceram grupos de afinidade que em 1912, de acordo com Max Nettlau, totalizavam o número de 20. Em 1911, apareceu, em Colon na província de Buenos Aires, o periódico El Único, que se definia como "Publicacion individualista".[20]

Vicente Rojas Lizcano cujo pseudônimo era Biófilo Panclasta, foi um escritor e ativista anarquista individualista colombiano. Em 1904 ele começa a usar o pseudônimo de Biofilo Panclasta. "Biofilo" em espanhol significa "amante da vida" e "Panclasta" significa "inimigo de todos".[21] Ele visitou mais de cinquenta países propagando o anarquismo, sendo ele altamente influenciado pelo pensamento de Max Stirner e Friedrich Nietszche. Duas de suas obras escritas são Siete años enterrado vivo en una de las mazmorras de Gomezuela: Horripilante relato de un resucitado (1932) e Mis prisiones, mis destierros y mi vida (1929) que falam sobre suas muitas aventuras, enquanto vivia sua vida como um aventureiro e ativista bem como o seu pensamento e as muitas vezes em que ele foi preso em diferentes países.

Anarquismo individualista nos EUA

Nietzsche e Stirner eram freqüentemente comparados por "anarquistas literários" franceses e interpretações anarquistas de idéias de Nietzsche parecem também ter sido influente nosEstados Unidos.[18] Um pesquisador notou que ... de fato, as traduções dos escritos de Nietzsche nos Estados Unidos, muito provavelmente apareceram pela primeira vez no Liberty, o jornal anarquista editado por Benjamin Tucker. Ele acrescenta: Tucker preferiu a estratégia de explorar seus escritos, mas prosseguiu com a devida cautela: Nietzsche diz coisas esplêndidas, - muitas vezes, realmente coisas anarquistas -, mas ele não é anarquista. É dos anarquistas então o dever de explorar intelectualmente este explorador de forma rentável."

Anarquismo e Friedrich Nietzsche

A relação entre o Anarquismo e Friedrich Nietzsche é ambígua. Apesar de Friedrich Nietzsche ter criticado o anarquismo,[1] seu pensamento mostrou-se influentes dentro dessa filosofia.[2] Como tal havia muitas coisas semelhante entre os anarquistas e Nietzsche: seu ódio ao Estado, seu desagrado pelo negligente comportamento social de "rebanho", seu anti-cristianismo, sua desconfiança do efeito do mercado e do Estado na produção cultural, seu desejo por um "Übermensch" - isto é, por um homem novo que não fosse nem mestre nem escravo."[2]
Durante o século XIX, Nietzsche foi frequentemente associado aos movimentos anarquistas, a despeito do fato de que em seus escritos parece haver uma visão negativa de anarquistas.[1]Isso pode ser resultado de uma associação popular no período entre suas ideias e as de Max Stirner[3]
Spencer Sunshine escreve "Havia muitas coisas que chamaram os anarquistas a Nietzsche: seu ódio ao Estado, seu desagrado pelo negligente comportamento social de "rebanho", seuanti-cristianismo, sua desconfiança do efeito do mercado e do Estado na produção cultural, seu desejo por um "Übermensch" - isto é, por um homem novo que não fosse nem mestre nem escravo; seu louvor ao êxtase ao ser criativo, com o artista como seu protótipo, que poderia dizer, "Sim" para a auto-criação de um novo mundo a partir do nada; e seu encaminhamento da "transvaloração dos valores" como fonte de mudança, ao contrário de uma concepção marxista da luta de classes e da dialética de uma história linear."[2]
Para Sunshine "a lista não é limitada para culturalmente orientados anarquistas como Emma Goldman, que deu dezenas de palestras sobre Nietzsche e o batizou como um anarquista honorário. Anarquistas pró-Nietzsche também incluem os membros da FAI na Espanha nos anos 30, como Salvador Seguí, e a anarca-feminista Federica Montseny; anarco-sindicalistas militantes como Rudolf Rocker; e também o jovem Murray Bookchin, que citou a concepção de Nietzsche de "tranvaloração de valores" em apoio ao projeto anarquista espanhol." E também, nos círculos anarquistas individualistas europeus, sua incluência é clara em pensadores/ativistas como Émile Armand[4] e Renzo Novatore[5] , dentre outros. Também mais recentemente o anarquismo pós-esquerdista de Nietzsche é presente no pensamento de Albert Camus,[6] Hakim Bey e Wolfi Landstreicher.